Médicos exaustos<br>por excesso de trabalho
Um estudo realizado pela Secção Regional do Centro Ordem dos Médicos (SRCOM) conclui que 40,5 por cento destes profissionais apresentam sinais de exaustão emocional e que um quarto dos médicos obteve pontuação elevada na escala de depressão.
O estudo, divulgado dia 30, refere ainda que 15,9 por cento dos inquiridos trabalha 60 a 80 horas por semana, 2,8 por cento mais de 80 horas e 53,2 por cento entre 40 a 60 horas, sendo que mais de metade dos profissionais faz serviço de urgência.
Segundo Carlos Cortes, presidente da SRCOM, o fenómeno do «burnout» (conjugação de exaustão, despersonalização e não realização profissional) foi amplificado com a crise económica, notando que «a desorganização que reina no Serviço Nacional de Saúde tem um impacto muito negativo sobre os médicos».